segunda-feira, 17 de março de 2014

Segunda-feira (aos meus olhos)

"Mude, mas mude devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade." Clarice Lispector

sábado, 15 de março de 2014

Na gaveta: página 221

    

 "Então, acho que somos quem somos por várias razões. E talvez nunca conheçamos a maior parte delas. Mas mesmo que não tenhamos o poder de escolher quem vamos ser, ainda podemos escolher aonde iremos a partir daqui. Ainda podemos fazer coisas. E podemos tentar ficar bem com elas.
        Acho que, se um dia eu tiver filhos e eles ficarem perturbados, não vou dizer a eles que as pessoas passam fome na China nem nada assim, porque isso não mudaria o fato de que eles estão transtornados. E mesmo que alguém esteja muito pior, isso não muda em nada o fato de que você tem o que você tem. É bom e mau.
                                                                           Página 221, As vantagens de ser invisível


Justificação



Eu acho que é um ditado que diz que um sábado à noite pode mudar a sua vida. Comigo foi um domingo de tarde, mais especificamente. Tudo, até então, parecia certo. Eu tinha planos na minha cabeça, e uma noção de como tudo seria na nova vida, na nova cidade. Mas hoje, quando eu olho em minha volta, eu trocaria a ponte que ilumina o meu quarto por um abraço de um daqueles que me ficaram me dando tchau pelo outro lado da janela do ônibus. Realmente. Um domingo de tarde pode te ensinar inúmeras coisas. E a mais importante pra mim, foi o valor de um amigo. E que às vezes a gente demora tanto pra perceber.

 Pode parecer um pouco idiota, mas toda vez que eu olho para o céu eu lembro que ele é o mesmo para todos. E que talvez a Terra não seja assim, tão grande. E que talvez também haja outros meios de superar a distância.

Um mês se passou, e aquela tarde agora é apenas uma lembrança que vem em flashbacks pra mim, de vez em quando, do nada. E em cada pessoa daqui, eu tento encontrar um pouco daqueles que ficaram. Não sei se isso é errado ou não, mas de certa forma me deixa mais contente por que por mais que a gente muitas vezes seja tão diferente, isso não impede que o tempo nos deixe mais próximos.

Um mês, e eu ainda acho que isso tudo é apenas uma viagem de verão e que daqui uma semana mais ou menos eu estarei de volta em casa. Mas infelizmente não é assim. Essa é a minha nova casa. Minha nova realidade. E agora, o único lugar que eu tenho que olhar é para frente: escola (focando na faculdade), novos amigos (sem esquecer dos velhos <3) e claro, conhecer cada vez mais Floripa, essa cidade que tem muito para oferecer (e contar tudo pra vocês!). Na minha cabeça sempre tem um mix de sentimentos que afloram, mas cara, eu acredito que ainda tem muiiiiiiiiiiiiiita coisa pra rolar por aqui e confesso, que isso me deixa um pouco melhor! :)

Ps: Tudo aqui tá um pouco atrasado, mas agora que eu já estou melhor instalada eu vou colocar todas as novas tags do blog em dia! Ah, o mês de fevereiro ilustrado eu vou juntar com março ilustrado. ;) 

sábado, 8 de março de 2014

Na gaveta: O livro que eu li



“Tive dizer vontade de dizer muitas coisas à roubadora de livros, sobre a beleza e brutalidade. Mas que poderia dizer-lhe sobre essas coisas que ela já não soubesse? Tive vontade de lhe explicar que constantemente superestimo e subestimo a raça humana - que raras vezes simplesmente a estimo. Tive vontade de lhe perguntar como uma mesma coisa podia ser tão medonha e tão gloriosa, e ter palavras e histórias tão amaldiçoadas e tão brilhantes.
Nenhuma dessas coisas, porém, saiu de minha boca.
Tudo o que eu pude fazer foi virar-me para Liesel Meminger e lhe dizer a única verdade que eu realmente sei. Eu disse à menina que roubava livros e a digo a você agora.
Uma última nota de sua narradora
Os seres humanos me assombram.”
A menina que roubava livros – Markus Zusak

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Saudades e despedidas

"Escrevi essa música  imaginando em como nos encontramos em diversas vidas e idades."

Muitas vezes prefiro chamar as despedidas de um breve "até logo", mesmo que a gente não vá se encontrar em tão breve assim. Engraçado que como com algumas pessoas a gente sente que tudo fica melhor quando se está perto dela, né? Coisas simples e bobas podem se tornar uma daquelas histórias que nós vamos nos pegar pensando sempre, e de repente, vai bater uma saudade do caramba. 
Eu já me peguei algumas vezes chorando por causa das despedidas. Mesmo quando ela já passou. O pior disso tudo é que aquele momento passa, mas a saudade fica. E eu acredito do fundo do meu coração, que um dia a gente passa a entender que a saudade é como se fosse um lembrete de que as pessoas continuam lá. Mesmo muito longe, podem mesmo assim estar ao nosso lado. A saudade nos lembra que se quisermos, podemos continuar tendo contato. E só pela voz, que fica falhando por causa da  ligação à distância (ou meu celular ruim?), eu fico muito mais calma. Eu lembro que um dia, os meus velhos amigos já foram estranhos pra mim. E que de primeira eu não depositei esperança neles, que um dia eles poderia me fazer tão feliz, poderiam fazer tanta falta.
E sabe? Se não for mais possível manter contato, eu vou levar para sempre no meu coração, na minha alma, cada risada, cada etapa e cada sonho. "O lar é onde nosso coração está", e bom, um pedaço, pelo menos, do meu coração está com aqueles que um dia eu já deixei mesmo sem querer deixar. A vida é assim, a gente faz sem pensar, a gente pensa e não faz, às vezes, ficamos uma vida inteira sem fazer e pensar nada demais. E eu queria agradecer por terem feito, pelo menos uma vez na vida, que eu fizesse alguma coisa sem pensar, pensasse antes de fazer e em certos momentos, não me deixaram pensar nem fazer nada, para o meu bem. Mas o mundo dá as suas voltas, e em uma (ou em várias) eu quero encontrar vocês. Nem que daqui um milhão de anos.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Segunda-feira (aos meus olhos)

"Não tenha medo da morte; tenha medo da uma vida não vivida. Você não tem que viver para sempre, você só que tem viver." Anônimo