"Escrevi essa música imaginando em como nos encontramos em diversas vidas e idades."
Muitas vezes prefiro chamar as despedidas de um breve "até logo", mesmo que a gente não vá se encontrar em tão breve assim. Engraçado que como com algumas pessoas a gente sente que tudo fica melhor quando se está perto dela, né? Coisas simples e bobas podem se tornar uma daquelas histórias que nós vamos nos pegar pensando sempre, e de repente, vai bater uma saudade do caramba.
Eu já me peguei algumas vezes chorando por causa das despedidas. Mesmo quando ela já passou. O pior disso tudo é que aquele momento passa, mas a saudade fica. E eu acredito do fundo do meu coração, que um dia a gente passa a entender que a saudade é como se fosse um lembrete de que as pessoas continuam lá. Mesmo muito longe, podem mesmo assim estar ao nosso lado. A saudade nos lembra que se quisermos, podemos continuar tendo contato. E só pela voz, que fica falhando por causa da ligação à distância (ou meu celular ruim?), eu fico muito mais calma. Eu lembro que um dia, os meus velhos amigos já foram estranhos pra mim. E que de primeira eu não depositei esperança neles, que um dia eles poderia me fazer tão feliz, poderiam fazer tanta falta.
E sabe? Se não for mais possível manter contato, eu vou levar para sempre no meu coração, na minha alma, cada risada, cada etapa e cada sonho. "O lar é onde nosso coração está", e bom, um pedaço, pelo menos, do meu coração está com aqueles que um dia eu já deixei mesmo sem querer deixar. A vida é assim, a gente faz sem pensar, a gente pensa e não faz, às vezes, ficamos uma vida inteira sem fazer e pensar nada demais. E eu queria agradecer por terem feito, pelo menos uma vez na vida, que eu fizesse alguma coisa sem pensar, pensasse antes de fazer e em certos momentos, não me deixaram pensar nem fazer nada, para o meu bem. Mas o mundo dá as suas voltas, e em uma (ou em várias) eu quero encontrar vocês. Nem que daqui um milhão de anos.
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