segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Psicológicamente





A única certeza que eu tenho, é que a gente não pode ter certeza de nada quando se trata da vida. Ano passado, quando entrei no If, imaginei que meus próximos 3 anos seriam estudando bastante para me formar direitinho, no ensino médio e como técnica de informático. Era óbvio que seria exatamente isso. Ou não.

E aqui estou eu, um ano depois, arrumando caixas, procurando escola nova, casa nova. Tudo novo, de novo. E o engraçado nisso tudo é que as coisas mudam no momento em que você acreditava que estava começaaando a se adaptar ao novo ritmo. Sim, eu sou meio lerda para me adaptar com as pessoas e lugares diferentes. Nesse exato momento o meu sentimento é um mix de vários outros, acredito eu. Medo, saudades, felicidade, tristeza, expectativas (isso é péssimo) e, acima de tudo, esperança.

Medo de tudo o que está por vir, e não escondo rs, a escola é o maior deles. Quando entrei no If não estava tão preocupada porque todo mundo lá era novo, no primeiro ano, então ninguém se conhecia a não ser que tivesse sorte de passar junto com outros amigos. Nesse aspecto, não tinha grande preocupação. Mas as coisas mudam quando o colégio é aquele desde a pré-escola até o terceirão porque sempre SEMPRE vai ter os grupinhos. E para se identificar com um grupinho logo de cara é muito complicado. Quando mais velho, mas difícil. Às vezes algumas pessoas não vão gostar de você logo de cara, e vice e versa. E então é aí que a esperança entra. Em tudo, quando a frustração começava a falar mais alto na nossa cabeça. No fundo, eu gosto de acreditar que as pessoas vão ser diferentes e extremamente hospitaleiras. É, quem sabe....

A saudade vem se antecipando, antes mesmo de sair de Foz eu já sinto saudade de tudo o que é meu agora. As risadas, as amizades que não são tão simples de se encontrar por aí, e todo o resto. Até as coisas que um dia foi ruim me deixam um pouco insegura sobre ir para um lugar que apesar de eu já ter ido várias vezes, eu sinto que não conheço nada e quase ninguém.

Expectativas deveriam ficar no lixo. Porque caso você não as apagar logo de cara, depois, quem vai ficar um lixo é você. Sabe, às vezes nós mesmos nos desapontamos, então porque diabos colocamos tanta expectativas nas outras pessoas? Ou pior, algumas vezes, em coisas e atitudes que podem vir a mudar exatamente nada ou tudo.

O mundo em si, já é complicado. E muitas vezes sinto que eu consigo complicar mil vezes mais. Do pouco, eu faço muito e do muito eu faço pouco caso. Vivendo e aprendendo. Procurando o meio termo pra tudo.

Me sinto psicológicamente pronta. E ao mesmo tempo não. Pode isso Arnaldo?

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